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História


    A freguesia de Enxames pertence ao concelho de Fundão, no distrito de Castelo Branco. A freguesia de Enxames encontra-se localizada entre a Serra da Gardunha e a Serra da Canaveira, fazendo fronteira com a Fatela, Capinha, Vale de Prazeres e Alcaide. Dista cerca de 13 quilómetros da sede concelhia e ocupa uma superfície de 22,6 quilómetros quadrados, com um total de 950 pessoas dos quais 622 eleitores.O orago da freguesia é S. João Baptista.

    A denominação Enxames poderá estar associada ao conjunto de abelhas ou a grande quantidade de pessoas ou coisas na época em que este território foi repovoado.
Apesar de ser de criação muito recente, de 30 de Junho de 1989, a freguesia de Enxames, desmembrada da povoação de Fatela, teve ocupação humana em épocas bastantes remotas, julgando-se que o povoamento do actual território deva datar da primeira metade do século XIII, dado que o lugar de Enxames era já citado numa relação de igrejas e rendas de 1260, publicada por Pinharanda Gomes.

    Note-se uma outra notícia, mas no Tombo da Comarca da Beira, referente às inquirições de 1395, de D. João I, e que cita “ As cassas de buu myo Casal dous paradeyros cõ seu quintall q partem cõ Jobam Gomes Afonsso da Fatella e cõ seus bermaãos…(…) e parte, pela Rua do concelho e per cima cõ dona Margarida E trallos dictos paradeyros esta buu cortinbal q é todo tapado sobre sy e e testa no Ribeyro doseixames (…) A Fatella que parte de duas partes cõ Erdade de Jobam gomez e como é testa no dicto Rijoo (…) outra Coyrella na dicta Ribeira e como parte cõ terra dafonso vaasquez de Couylbáá e da outra cõ Jobã gomez e como é testa da parte de Cimacõ terras do dicto Joabm gomez e foy apreçada q leuaria é Semeadura (…). Deste documento se conclui que uma Margarida e um João Gomez, moradores e proprietários locais, exploravam courelas neste local.

    Enquanto lugar da freguesia de Fatela, Enxames beneficiou do foral dado a Sortelha em 1 de Junho de 1510, por D. Manuel I, passando a integrar esse concelho até à sua extinção, a 24 de Outubro de 1855.

    A freguesia de Enxames tem como património cultural e edificado a Igreja Matriz, as capelas da Senhora do Bom Parto e de Nossa Senhora do Fastio e o cruzeiro, antigo símbolo de religiosidade.
Como locais de interesse turísticos destacam-se as paisagens e a zona natural da freguesia, onde ressalta o rosmaninho que dá um magnífico colorido às paisagens locais.
Como artesanato a aldeia tem Bombos, Cortiços, Tamancos de Madeira e bordados de Castelo Branco.

    Todos os Enxamenses dispõem de uma horta ou pequena quinta. Aí são produzidos quase todos os géneros hortícolas com especial relevo para as espécies leguminosas cultivadas entre pomares e olivais.
As principais produções agrícolas da freguesia são. o azeite, a cereja, o trigo, o centeio, o milho e a batata. Existem também explorações agropecuárias de nível familiar, derivadas de uma grande tradição de pastorícia e a apicultura.
O sector secundário esta também representado na economia desta terra, destacando-se uma oficina automóvel, serralharia, alumínios e construção civil, bem como actividades de cariz familiar como fabrico de queijos de cabra e ovelha.
No sector terciário temos dois estabelecimentos.

 

Senhora do Fastio


    O título N. Sr.ª do Fastio, soa para nós como nome muito estranho! Esta invocação, no entanto, consta em várias obras, tais como:

    “ A grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira”, “Nossa Sr.ª na Arquidiocese de Braga”, “Portugal Antigo e Moderno”, etc.

    Cada ano, realizam-se tradicionais festas em honra da Nossa Sr.ª do Fastio. Isto se dá principalmente no lugar denominado Enxames. Tem capela própria, guardiã das mais tradicionais festas da Região.
Em Lisboa, no Museu Etnológico dedicado a estudos da cultura de povos naturais, encontra-se uma estampa da Sr.ª do Fastio.
Desconhecemos a origem dessa invocação. Dizem que pessoas aborrecidas, desgostosas dos acontecimentos que lhe dizem respeito.

 

Covilhã Velha


    Este castro de nome curioso devido ao facto de se encontrar relativamente distante da actual cidade da Covilhã, está localizado na Serra das Casinhas ou Serra das Cruzinhas, junto à nossa aldeia, a cerca de 695 m de altitude entre pinhal e rochas e daqui se avista ao longe a aldeia histórica de Monsanto.

    O recinto estava rodeado por uma dupla cintura de muralhas de traçado ovalado e irregular do qual subsistem ainda hoje alguns muros de cantaria irregular ou alvenaria e vários amontoados de pedras. Dentro das muralhas não existem quaisquer construções definidas.

    Embora não havendo certezas em relação à sua história, este castro terá sido a cidade lusitana de Cingínia (isto por hanofonia com os topónimos Casinhas ou Cruzinhas) que foi referida por Valério Máximo e terá sido destruído algures entre 138 ou 136 a .C. pelas tropas romanas comandadas por Décimo Júnio Bruto e a época de Júlio César. Na Idade Média, o castro terá sido fortificado e repovoado tendo sido aproveitadas as construções existentes.

    Diz a tradição que aquando da invasão da Península Ibérica pelos Árabes  e tendo-se refugiado os cristãos na hoje aldeia de Monsanto, os invasores se vieram fixar neste castro para os sitiar. Dizia-se que neste local existiam fossos profundos e outras construções defensivas. Certo é que em 1865 foi registada a existência de vestígios de arruamentos.

Para mais informações visitar a Arqueobeira.















 

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